No dia 18 de agosto, a MD esteve presente no VeeamON Tour Brasil 2026, acompanhando de perto as principais novidades, tendências e discussões que estão moldando o futuro da proteção de dados.
E uma coisa ficou clara: a proteção de dados está entrando em uma nova fase.
A discussão já não está apenas em como fazer backup ou recuperar um ambiente depois de um incidente. Agora, é preciso entender quais dados estão sendo utilizados, quem pode acessá-los, como estão sendo utilizados pela IA e como garantir que continuem protegidos, controlados e disponíveis.
Neste artigo, reunimos os principais destaques que a MD acompanhou no VeeamON.
O grande tema do VeeamON: dados, IA e resiliência
Soluções de IA generativa, incluindo ferramentas como copilots e agentes autônomos, já estão sendo amplamente adotadas no ambiente corporativo e dependem fortemente do acesso a grandes volumes de dados. Segundo a McKinsey (2024), cerca de 65% das organizações já utilizam IA generativa em pelo menos uma função de negócio, e a maioria desses casos envolve análise e geração de conteúdo a partir de dados internos. Além disso, um estudo da IBM indica que 82% das empresas que adotam IA generativa estão integrando essas soluções a bases corporativas estruturadas e não estruturadas para apoiar decisões, automação de processos e atendimento inteligente.
Mas existe uma questão fundamental:
O que acontece com os dados que alimentam essa IA?
Eles estão protegidos?
Quem tem acesso?
Existem informações confidenciais envolvidas?
A empresa consegue identificar onde esses dados estão?
É possível recuperar essas informações caso sejam comprometidas?
Foi a partir desse cenário que a Veeam apresentou uma evolução importante em sua estratégia durante o evento
A proteção de dados passa a se conectar cada vez mais com segurança, identidade, governança, privacidade, compliance e Inteligência Artificial.
Veeam DataAI™ Command Platform: a principal novidade
Entre os principais destaques do evento está a Veeam DataAI™ Command Platform, uma nova plataforma central que conecta resiliência de dados e segurança para a era da Inteligência Artificial.
A proposta é permitir que as organizações tenham uma visão mais ampla sobre os dados que alimentam seus sistemas de IA, entendendo sua localização, utilização, acesso e riscos associados.
A plataforma reúne diferentes capacidades em uma arquitetura conectada.
DataAI Command Graph
É a base inteligente da plataforma.
O Command Graph conecta informações de diferentes ambientes, incluindo cloud, aplicações SaaS e infraestrutura local, permitindo criar uma visão relacionada entre:
Dados;
Usuários;
Identidades;
Aplicações;
Permissões;
Informações sensíveis.
A Veeam destaca mais de 300 conectores para diferentes ambientes.
Na prática, isso ajuda a responder perguntas importantes como:
Onde estão meus dados? Quem tem acesso? Quais dados são sensíveis? Como eles estão sendo utilizados?
DataAI Security
O DataAI Security traz uma visão integrada da postura de segurança dos dados e dos ambientes de IA.
A ideia é ajudar as organizações a identificar riscos relacionados aos dados e às identidades que podem acessá-los.
Isso é especialmente relevante em ambientes nos quais agentes e aplicações de IA passam a interagir diretamente com informações corporativas.
DataAI Governance
A governança passa a acontecer diretamente na origem dos dados.
Isso permite aplicar políticas de segurança e controle considerando o próprio dado, e não somente a aplicação ou o agente de IA que está utilizando aquela informação.
DataAI Compliance
Outro ponto importante é a capacidade de relacionar os dados da organização com diferentes estruturas regulatórias.
Entre os exemplos estão:
LGPD;
GDPR;
DORA;
EU AI Act;
outras estruturas regulatórias internacionais.
Para empresas que trabalham com grandes volumes de dados ou possuem operações em diferentes países, essa visibilidade pode ser especialmente relevante.
DataAI Privacy
O componente de privacidade permite aplicar políticas considerando usuários, dados e jurisdições.
Isso ajuda as organizações a controlar como informações sensíveis podem ser utilizadas e compartilhadas, inclusive em cenários envolvendo Inteligência Artificial.
Intelligent ResOps: uma nova abordagem para recuperação
Outro destaque apresentado no evento foi o Intelligent ResOps.
A proposta é levar inteligência para o processo de recuperação após um incidente.
Tradicionalmente, diante de um problema, as equipes precisam identificar o impacto e determinar quais ambientes ou workloads precisam ser restaurados.
Com o Intelligent ResOps, a ideia é utilizar o contexto dos dados para tornar essa recuperação mais precisa.
Em vez de simplesmente restaurar um ambiente inteiro, a tecnologia permite identificar os dados impactados e direcionar a recuperação para aquilo que realmente precisa ser recuperado.
O Microsoft 365 é a primeira workload com suporte oficial para essa capacidade.
Por que isso importa?
Porque recuperação também precisa ser inteligente.
Em um incidente, tempo é um dos recursos mais importantes para uma empresa.
Quanto mais rapidamente uma organização consegue identificar o impacto e recuperar aquilo que realmente importa, menor tende a ser a interrupção dos negócios.
De backup para Cyber Resilience
Uma das principais mensagens que podemos tirar do VeeamON é que backup, sozinho, não representa toda a estratégia de proteção de dados.
Uma estratégia moderna precisa considerar diferentes etapas:
Prevenção → Proteção → Detecção → Resposta → Recuperação → Continuidade
Isso aproxima cada vez mais as áreas de:
Segurança da Informação;
Backup;
Infraestrutura;
Cloud;
Governança;
Continuidade de negócios.
O objetivo não é apenas evitar que um incidente aconteça.
É garantir que, caso ele aconteça, a empresa consiga continuar operando e recuperar seus dados de forma confiável.
Microsoft 365: estar na nuvem não significa estar protegido
O Microsoft 365 já faz parte da rotina de praticamente todas as empresas.
E-mails, documentos, arquivos, reuniões, colaboração e informações críticas do negócio estão armazenados nesses ambientes.
Mas existe uma diferença importante entre utilizar uma plataforma em nuvem e ter uma estratégia completa de proteção e recuperação dos dados que estão nela.
Com o avanço do Intelligent ResOps e da estratégia da Veeam para Microsoft 365, fica ainda mais evidente a necessidade de olhar para esses dados de maneira estratégica.
Perguntas que toda empresa deveria fazer:
O que aconteceria se dados importantes fossem excluídos?
Como recuperar informações após um ataque?
Quais dados precisam ser priorizados?
Como garantir continuidade do negócio?
Existe uma estratégia independente de recuperação?
O que muda quando a IA entra no ambiente corporativo?
Antes da Inteligência Artificial, as empresas já precisavam proteger:
Servidores → Máquinas virtuais → Bancos de dados → Arquivos → Aplicações → Microsoft 365
Agora, novos elementos entram nessa equação:
Dados utilizados por IA → Bases de conhecimento → RAG → Vector stores → Agentes de IA → Identidades → Permissões → Governança
Isso significa que a superfície de risco também está mudando.
Quanto mais aplicações e agentes de IA acessam informações corporativas, maior é a necessidade de saber quais dados estão sendo utilizados, por quem e com qual finalidade.
Se a IA depende dos dados da empresa, proteger a IA começa por proteger os dados que a alimentam.
O que a MD trouxe do VeeamON Tour 2026?

Para nós, uma das principais conclusões do evento foi que a proteção de dados está deixando de ser apenas uma questão de infraestrutura e passando a fazer parte da estratégia de segurança, continuidade e previsibilidade do negócio.
Mas em 2026, a MD trouxe também um olhar ainda mais prático para o mercado: a evolução do Disaster Recovery tradicional para o modelo de DRaaS (Disaster Recovery as a Service), com foco em Site DR como serviço.
Em um cenário cada vez mais incerto — com aumento de ataques de ransomware, falhas operacionais e dependência de ambientes híbridos e cloud — a discussão deixou de ser “se a empresa precisa de um plano de contingência” e passou a ser:
“Quanto tempo sua empresa consegue ficar fora do ar sem impacto crítico?”
É aqui que o DRaaS ganha protagonismo.
Segundo análises de mercado (como relatórios da Gartner e IDC), o custo médio de downtime pode ultrapassar US$ 5.000 a US$ 9.000 por minuto, dependendo do porte e do setor da empresa. Em segmentos como financeiro, saúde e e-commerce, esse valor pode ser ainda maior.
Ao mesmo tempo, estudos de mercado indicam que o segmento de Disaster Recovery as a Service (DRaaS) segue em forte crescimento global, com projeções de crescimento anual acima de 20%, impulsionado justamente pela necessidade de previsibilidade e redução de complexidade operacional.
1. Backup está se tornando cada vez mais estratégico
O backup não deve ser visto apenas como uma cópia dos dados.
Ele é parte fundamental da capacidade de uma empresa continuar operando depois de um incidente.
Mas sozinho, ele não resolve o problema de continuidade imediata.
É aqui que o Site DR como serviço (DRaaS) entra como complemento estratégico, permitindo que a empresa tenha um ambiente de recuperação pronto, validado e operável sob demanda.
2. Segurança, proteção de dados e continuidade precisam trabalhar juntas
Detectar um ataque é importante.
Mas saber o que foi afetado, como recuperar e em quanto tempo voltar a operar é igualmente fundamental.
O modelo de DRaaS traz uma mudança importante: ele reduz a dependência de reconstrução manual de ambientes e permite que a recuperação seja feita a partir de um site secundário já estruturado.
Isso reduz drasticamente o tempo de recuperação (RTO) e melhora a previsibilidade do processo.
3. A Inteligência Artificial aumenta a superfície de risco
Quanto mais dados corporativos são disponibilizados para aplicações e agentes de IA, maior a necessidade de controle, governança e proteção.
E isso também impacta diretamente a estratégia de continuidade.
Ambientes mais complexos exigem planos de recuperação mais rápidos, automatizados e testáveis, algo que o DRaaS ajuda a viabilizar ao padronizar e automatizar parte do processo de failover e restore.
4. Resiliência precisa ser contínua e previsível
A empresa precisa estar preparada antes, durante e depois de um incidente.
Mas além disso, precisa de algo que se tornou essencial no cenário atual: previsibilidade operacional.
O modelo de DRaaS (Disaster Recovery as a Service) permite que empresas transformem um custo tradicionalmente alto e complexo (infraestrutura de DR própria) em um modelo mais flexível e escalável, baseado em consumo.
Na prática, isso significa:
Redução de CAPEX com infraestrutura dedicada de DR;
Modelo OPEX mais previsível;
Testes de recuperação mais frequentes e menos complexos;
Maior confiança nos tempos de recuperação (RTO/RPO);
Menor dependência de ambientes físicos secundários.
O novo papel do Site DR como Serviço
O que a MD destacou no VeeamON Tour 2026 é que o mercado está evoluindo de uma visão reativa de desastre para uma visão proativa de continuidade como serviço.
O Site DR como serviço não é apenas uma cópia do ambiente produtivo.
Ele é uma estratégia de negócio que garante que, mesmo em cenários de crise, a operação continue com o mínimo de impacto possível.
Em um mundo onde indisponibilidade significa perda direta de receita, reputação e confiança, previsibilidade se torna um ativo estratégico.
MD e sua parceria com a Veeam
A MD é parceira oficial da Veeam, líder global em proteção de dados e uma das soluções mais reconhecidas do mercado, sendo consistentemente posicionada como líder no Gartner Magic Quadrant por diversos anos consecutivos, reforçando sua relevância e confiabilidade no cenário mundial de backup e resiliência de dados.
Para nós, essa parceria reforça ainda mais nosso compromisso em entregar soluções de alto nível, alinhadas às melhores tecnologias do mercado.
Mas a MD vai além da Veeam.
Somos uma empresa robusta, com atuação completa em infraestrutura, segurança, cloud e continuidade de negócios, oferecendo tudo o que sua empresa precisa para manter seu ambiente de TI protegido, moderno e preparado para os desafios da era digital.
Para nós, participar de eventos como o VeeamON significa estar próximo das principais tendências do mercado e, principalmente, transformar esse conhecimento em soluções completas, estratégicas e personalizadas para nossos clientes.